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Data de Publicação

Dica

31/01/2001

Dicas Diversas

31/01/2001

Como fazer curvas

31/01/2001

Problemas de partida

31/01/2001

Manutenção da Bateria

31/01/2001

Curvas

31/01/2001

Corrente e Correia

31/01/2001

Compra

31/01/2001

Qual o defeito

31/01/2001

Saiu de linha

mande a sua dica para thiago.castro@zaz.com.br ...

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Dicas Diversas !!

dicas retiradas do www.go.to/rd350

 

Yamaha RD 350 12/07/00

  1. Para que sua RD permaneça fazendo a média de 14/15 Km/l, não se esqueça de sempre limpar as palhetas do YPVS.
  2. Se você sempre carrega um garupa em suas viagens, cuidado... o chassi da RD é muito frágil e pode quebrar-se...
  3. Sempre limpe os flexíveis, pois pode acontecer de acumular crostas de sujeira, proveniente do próprio fluido de freio.

Como Verificar uma RD antes de adquirí-la: 12/07/00

  1. Faça um teste de + ou - 30 min, testando o motor andando por aí, p/ verificar eventuais falhas;
  2. Verifique se a qtde de fumaça proveniente dos escapes é de igual volume;
  3. Folgas em manetes, cabos endurecidos podem trazer problemas + p/ frente (mas são baratos);
  4. Deixar a moto sem acelerar, p/ ver se não afoga;
  5. Após o teste, verifique se não há vazamentos (óleo, água do radiador...);
  6. Veja se os rolamentos da roda, direção, balança trazeira não teêm folgas;
  7. Verificar se o cilindro (coração da moto) não está rachado: Se houver água no radiador, blz; Se não, experimente pôr, pois geralmente ocorre o "sopro" ou vazamento da pressão pelo reservatório de água, indicando uma ruptura no cilindro;
  8. E, finalmente, cheque muito bem a documentação, pois estas motos são danadas por terem IPVA, ou multas atrasadas, e BOA COMPRA!!!!

Pilotagem 12/07/00

  1. Nunca se esquecer que quando na cidade ou estradas, você nunca pode deixar de prestar atenção em cruzamentos, carros à sua frente. Por menor que for o acidente, mesmo você estando certo, quem anda de moto sempre leva a pior. Por isso andar sempre bem equipado e muito concentrado - mais no o que os outros fazem - senão aiai...
  2. Checar sempre a boa regulagem dos freios, fluidos ou cabos, embreagem, pequenas folgas em mantes, pedais, sistema elétrico, e calibragem dos pneus, para que "pequenos" imprevistos não prejudiquem a sua segurança.
  3. A boa postura - com coluna ereta, braços relaxados, pés paralelos ao solo e sempre próximos ao freio de pedal de câmbio - é fundamental para reações mais rápidas, caso necessário.
  4. Ao fazer uma curva, sempre entrar em velocidade compatível com o tipo de moto e piso.
  5. Executar o "contra-esterço", ou seja, empurar o guidão no sentido contrário ao da curva, ou seja, para "fora". A maioria de nós o faz inconscientemente, pois é uma reação natural ao efeito giroscópico das rodas. Este efeito surge em velocidades superiores a 35Km/h, e se torna mais intenso quanto maior a velocidade. Sua tendência é mantê-la em pé e rodando em linha reta, enquanto existir velocidade. Quanto maior o contra-esterço, mais a moto deita na curva.
  6. Existem alguns cursos para pilotos que desejam apurar sua técnica ou treinar para competições. Curso de pilotagem Megacycle (pista) 2 dias de duração, no kartródomo Schincariol, em ITU(SP)(0XX11) 7823-1590.

Manutenção 13/05/01

  1. Dicas para manter a relação de sua RD em dia... Para manter sempre alinhada a transmissão de sua moto, não se esqueça de sempre conferir a folga da corrente antes de sair de casa. Promova, todo final de semana, uma lavagem na corrente, coroa e pinhão de sua RD. Vc pode utilizar na limpeza produtos como o óleo diesel ou querosene que é o produto mais indicado. Verifique se os dentes do pinhão e da coroa estão em ordem. Veja tb se a coroa não está solta ou frouxa (não confunda parafusos frouxos com o sistema de amortecimento que ela tem na roda traseira, que é normal). Verifique tb se o pinhão está sem folga no eixo, senão substitua-o por um novo. Fica bem melhor colocar um pinhão de 17 dentes, ao invés de 16 que é o normal. Assim vc vai ganhar mais velocidade final, mas vai perder um pouco na arrancada. Para lubrificar a corrente, use óleo de câmbio SAE 90. Deixe a corrente dentro de um recipiente com esse óleo por um tempo e deixe escorrer o excesso, se vc for tirá-la, ou lubrifique com óleo anticorrosivo, que fica mais prático, mas nem tanto eficiente quanto a outra alternativa. Abraço a todos os Yamaheiros companheiros. A zona continua...

Manutenção 05/05/01

  1. Os cabos do motor elétrico do Ypvs, quando regulados,devem ter uma pequena folga, afim de se preservar o mesmo.
  2. Use óleo 2t de qualidade. Dê preferência aos óleos sintéticos, que nao deixam acumular tanto carvão nas cabeças dos pistões. Alguns de base mineral tb possuem qualidade, como o Advance 2ts da Shell.
  3. Mantenha sempre limpo o respiro do tanque de sua RD. Abra a tampa e retire-a com uma chave allen. Localize o pequeno furo e passe um arame resistente por toda sua extensão. Esse arame sairá do outro lado do tubo cheio de resíduos que poderiam até furar esse mesmo tubo, fazendo assim com que a gasolina vazasse toda do seu tanque. Aproveite para aplicar óleo anti-ferrugem no respiro. Cuide de sua Yamaha que ela cuidará de vc.

Manutenção 05/05/01

  1. Vc não precisa desmontar os dois carburadores da RD toda hora, tornando assim a manutenção cansativa. A cada duas semanas, dependendo de quanto vc roda, localize os parafusos ladrões que estão na parte inferior dos carburadores da sua viúva (eles estão próximos das mangueiras de excesso do combustível). Para soltá-los, vc vai precisar somente de uma chave philips. Não se esqueça de fechar a torneira ao executar esse serviço. Nas RDR, para não se tornar tão incômodo o serviço, retire somente a lateral esquerda da carenagem integral. Para uma limpeza rápida da torneira do tanque, retire a lateral esquerda da rabeta da sua fera, e localize um pequeno copinho, de cor amarela ou marrom ( depende da idade dessa peça) Com medo de manchar a pintura? remova toda a gasolina existente no tanque, pq fatalmente ela irá estragar tudo o que tiver por perto. Para retirar esse copinho, use uma chave 9/16 de boca ou uma alicate de pressão girando-o, retire-o , retirando tb o filtro existente em seu interior. Obs, se sua rd é de segunda mão, talvez o antigo dono tenha tirado esse filtro... Limpe bem o copinho e o filtro e encaixe eles bem nas respectivas posições. Aperte bem e coloque a gasolina. Abra a torneira e aproveite...

Manutenção 05/05/01

  1. Ao lavar sua RD, aproveite para aplicar querosene somente nas partes metálicas: dobras e soldas do quadro, carburadores, corrente, suspensão traseira... Retentores das rodas, cabos de comando, etc, também merecem um banho com este produto, que deve ser aplicado com um compressor, se possível. O motor ficará brilhando. Desobstruindo os respiros dos carburadores,da bateria, do câmbio, vc dará vida longa a esses componentes. Evite, na hora de polir, usar muita cera nº2, que pode estragar sua pintura. Use somente se a pintura estiver muito desgastada ou riscada. O bom mesmo é usar ceras limpadoras, como a Grand Prix tradicional. Após todo esse serviço de limpeza,lubrifique toda a suspensão traseira. São seis pontos que vc deverá lubrificar... Não aplique silicone no banco, que vc terá sua segurança comprometida. Aplique somente nas laterais dos pneus e nas peças de plástico.

Manutenção 05/05/01

  1. Esquema de troca de palhetas de admissão da RD350 Para trocar as palhetas de admissão de sua RD, retire as carenagens, pois vc terá de retirar os dois carburadores. Essas palhetas evitam que a gasolina retorne ao carburador. Solte todas as abraçadeiras dos carburadores, e retire as mangueiras de lubrificação de oleo 2t. Retire o tubo de aluminio dos coletores e o cabo de afogador. Retire os pistões do carburador tb. Retire os carburadores da moto. Agora vc chegou às palhetas. Elas estão dentro dos coletores. Retire-os com uma chave allen medida 5 ou 6mm. As palhetas são de nailon. Vc terá de trocar as quatro. Mas preste atenção: Não altere a altura dos limitadores com a ilusão de aumentar a potência, que são de aço. Aproveite para trocar as juntas que vão vedar esses coletores. Vc deverá trocar as quatro. Daí é só curtir...

  

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Como fazer curvas !!

dicas retiradas do www.motoesporte.com.br

Para enfrentar uma curva devem seguir-se algumas normas básicas, válidas para todos os gêneros de motos, onde incluímos os atos a cumprir antes de entrar, no centro  e na saída. da curva

Na estrada encontramos variados tipos de curvas, saiba de algumas: de raio constante, as mais fáceis de negociar; com raio decrescente, talvez as mais complicadas porque “fecham” no final; com raio crescente que se abrem. Cada uma tem as suas características particulares e trajetória própria, mas todas apresentam três pontos vitais para correta e segura abordagem: ponto do começo da curva – momento em que iniciamos a inclinação; ponto do meio – o instante em que se entra no interior da curva, e ponto de saída, que tal como o nome indica, é utilizado para sair da curva até ao regresso da moto à posição vertical.

Antes de chegar a uma curva devemos ter em mente como efetuar a manobra e, supostamente, conhecer a curva em questão. Devemos também decidir qual a velocidade, quando e onde vamos frear, porque nem todos o fazem de idêntico modo. Realizar tudo isto permite circular com superior segurança, porque o nosso cérebro passa a coordenar antecipadamente todas as manobras.

As situações de pânico na hora de fazer uma curva, é por não se ter chegado à velocidade correta da curva, atingem-se geralmente devido a frenagem tardia,  por não conhecer a curva ou outros imprevistos como manchas de óleo, sujeira, etc...

Curvas de raio Constante

INCORRETO

Nesta sequência observa-se a abordagem incorreta de uma longa curva à esquerda, antecipando o ponto de viragem e, consequentemente, o ponto de contato com a linha interna deixará em má situação para a saída. Uma curva deste tipo – longa,  – não pode ser negociada com a trajetória vista, pois a moto terá tendência a sair para o exterior a partir do meio da curva. Para consertar a trajetória, deve-se reduzir a velocidade  – estando com a trajetória e velocidade errada, vc terá que no momento em que devíamos acelerar –vc  será obrigado a inclinar mais do que o necessário, para não terminar a curva fora da trajetória ideal e  invadir… acostamento hahaha!!

CORRETO

Esta sequência mostra a trajetória correta na mesma curva. O ponto de começar deitar é substancialmente atrasado, mantendo a moto pelo exterior até à altura adequada para tomar o ponto da linha interna, que pela característica da curva encontra-se mais para frente que em uma de raio curto. Realizando a trajetória desta maneira e uma vez no ponto certo, poderemos acelerar com decisão graças ao correto posicionamento da moto na trajetória. A partir do ponto de aceleração devemos começar a endireitá-la, procurar o ponto de saída e assim aproveitar o espaço útil da  faixa com a máxima segurança e eficácia.

 
COMO ENTRAR NA CURVA

Apesar de ser difícil explicar em detalhe cada uma destas manobras sem realizar exercício prático, como exemplo vamos partir de uma qualquer curva imaginária. Suponhamos que nos dirigimos de uma linha reta para uma curva à direita, de raio constante e com visibilidade. O fato de vermos a saída já constitui substancial ajuda para efetuar a curva com segurança mas, de qualquer modo, torna-se imprescindível realizar os seguintes passos: antes de chegar ao ponto de inclinar, devemos colocar-nos no lado oposto para onde se dirige a curva mas sempre na nossa faixa de rodagem, para a partir daí decidir onde e quando vamos frear – o fato de iniciar a frenagem no extremo oposto do lado para onde vamos curvar, aumenta a segurança. Quanto mais espaço tivermos para frear, melhor a podemos realizar.

Depois de frear e – se necessário – reduzir velocidades, soltar os freios e inclinar a moto para o interior da curva, até ao ponto de máxima inclinação. Portanto, é o instante mais delicado em termos de aderência. Por tal motivo, a partir de então aceleramos com suavidade até ao exterior da curva – tendo como espaço útil a nossa faixa de rodagem – para encontrar o ponto de saída, atingido quando recolocamos a moto em linha reta. Variar a ação num destes pontos, em especial a trajetória, é um erro que reduz as margens de segurança.

 
CURVAS DE RAIO DECRESCENTE

Estas são curvas que “fecham” no final da trajetória – se forem abordadas como as de raio constante, acabaremos inevitavelmente na faixa contrária ou acostamento. Para fazer de forma correta devemos “atrasar” a altura de entrar na curva, mais do que uma curva constante – você terá que contornar a curva pelo exterior à velocidade adequada para o efeito, chegando assim praticamente a uma única trajetória na máxima inclinação, com atenção posta no seu ponto de saída. Assim, será fácil acelerar porque a inclinação da moto foi constante, mesmo quando ela fecha no final e nessa hora vc terá que estar do lado interno da curva, ficando-se com razoável margem de segurança para encarar o final da curva. Na prática, toda a manobra se baseia no ato de “frear”, com a finalidade de ir ao encontro do ponto de inclinação máxima, neste tipo de curvas, estará sempre mais adiantado para o fim que em qualquer outra situação. A forma desta curva é por hábito larga, com pouca visibilidade para o final e de difícil execução.

CURVAS DE RAIO CRESCENTE

Como o seu próprio nome indica, trata-se de um tipo de curva que apresenta condições contrárias às de raio decrescente, significando que o seu traçado abre no final, permitindo uma saída cômoda e fácil.

É habitual entrar por instinto de modo rápido, devido à sensação de amplitude que proporciona a visualização da saída, e que em princípio garante maior comodidade no final da curva. Na realidade, o ponto de entrar na curva surge mais cedo que nas de ponto decrescente, devido a estas curvas serem largas e possuírem boa saída; por isso, deve-se iniciar a trajetória em busca do ponto máximo de inclinação mais cedo do que as outras. Fazendo corretamente a manobra, a saída será muito cômoda e permitirá decidida aceleração.

 EM SEGURANÇA

Conseguir uma trajetória ideal passa por realizar corretamente o primeiro ponto e os seguintes, porque na verdade estão profundamente ligados; se, por exemplo, nos anteciparmos no primeiro, atingimos demasiado cedo o segundo (ponto) e, por conseguinte, abriremos em excesso a saída da curva, ou inclinaremos demasiado a moto pondo em causa a aderência, com possível deslocação para a faixa contrária ou acostamento. Uma coisa deve ficar clara: quanto menos inclinarmos, mais segurança teremos, e inclusive velocidade – erradamente, muitas vezes confunde-se uma acentuada inclinação com uma deslocação rápida. Isso é um grande erro...

Não se esqueçam que uma trajetória bem executada permite acelerar a partir do ponto máximo de inclinação, oferecendo garantias de segurança superiores.

Não duvidem: quanto mais inclinados estiverem, menos poderão acelerar.

 NÃO PROCURE PROBLEMAS...

 Um resumo, aqui os erros mais comuns na negociação de curvas, e eventuais conseqüência.

·           Travar bruscamente quando entramos inclinados numa curva: isso levar-nos-á para o exterior. Quando se inicia a inclinação toda a frenagem já deve ter sido realizada...

·           Confiar no estado aparente do piso: no meio da curva podem aparecer ondulações, manchas de óleo... impõe-se conduzir sempre com grande margem de segurança em estrada aberta.

·           Atingir o ponto máximo de inclinação em freando: garante saída para o exterior e possível queda, pois é o momento de maior inclinação da moto.

·           Sair da faixa de rodagem para negociar a curva – seja à entrada ou saída: coloca em risco a nossa integridade física e em perigo os veículos que circulam em sentido contrário.

·           Acelerar antes de sair do ponto máximo de inclinação: mais uma razão para sair rumo ao exterior!

·           Entrar na curva com uma “mudança” demasiadamente alta, e reduzir no meio ou à saída da curva: à entrada da curva já devemos ter engrenada a velocidade certa. 

·           Antecipar o ponto de inclinação: implica retificar a trajetória a meio da curva ou permanecer demasiado tempo inclinado, com os riscos consequentes.

·           Tirar uma mão do guidão em plena curva: nem para saudar outro motociclista, pois com as motos esportivas existentes na atualidade, será bastante provável que a alteração de forças produza uma balançada brusca no guidão.

·           Fazer a curva com a embreagem pressionada: imprudência temerária, pois impede a retenção do motor e destabiliza a moto. 

·           Ultrapassar um veículo em plena curva: ainda que exista visibilidade e seja permitido, esse veículo pode esconder-nos algum obstáculo do terreno.

·           Retardar excessivamente a frenagem em terreno desconhecido: pois não se sabe que tipo de curva aparece pela frente...

·           Um conselho final: em piso molhado, nunca atuar como em piso seco. Com chuva, estrada molhada ou asfalto úmido... no mínimo, aplique-se mais 50% de prudência e suavidade em todas as ações sobre a moto.

Valeu Fred !

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Problemas de partida !!

dicas retiradas do www.motoesporte.com.br

 

Como resolver problemas de partida?

Muitos pilotos e até mecânicos, quando preparam uma moto, só pensam em melhorar o desempenho do motor ou suspensão - "Tudo bem o motor pega em 4 ou 5 partidas".
Tudo bem nada! Uma partida difícil geralmente indica algum problema mecânico ou elétrico, além do mais a diferença de um 1 ou 5 partidas pode custar muitas posições em uma corrida. Principalmente em enduros do tipo Cross-Country onde a largada é feita com motor desligado. Uma partida rápida pode fazer a diferença entre um hole-shot (largada em primeiro lugar) ou muita poeira e pilotos na sua frente.
Neste artigo nós indicamos as principais causas de problemas com partida.

Para ligar uma moto precisa-se de 3 coisas;
· Combustível
· Ar (compressão)
· Ignição
Se um dos elementos acima não esta em harmonia com os outros, por exemplo uma ignição fora-do-ponto ou mistura incorreta, com certeza ocorreram problemas.

1 – Combustível
Geralmente os problemas de partida são relacionados a algum problema de carburação. Nas motos mais antigas é comum que o motor fique afogado por causa de uma alteração no nível de bóia, ou gasto da válvula de entrada de combustível. Vibrações das bóias e da agulha causam gastos de material que elevam o nível de combustível na cuba. O afogador também pode ter gastos permitindo que parte do combustível suba até o canal do afogador constantemente. Uma maneira fácil de verificar se o motor está afogado e analisar a vela (em breve nos publicaremos um artigo específico sobre este assunto).

2 - Ar (compressão)
Problemas de partida com ar são frequentemente causados por uma baixa taxa de compressão. Geralmente causados por anéis e pistão gastos. Para verificar o problema, pegue um medidor de compressão, abra o acelerador, aperte o botão de corta-corrente para evitar problemas de ignição ou tomar choque, e pedale o pedal de partida rapidamente até que o medidor tenha atingido o máximo. A pressão mínima para um motor pegar é 120psi (pounds per square inch). A maioria das motos tem uma taxa de compressão de 175 até 200 psi.

3 – Ignição
Problemas comuns com a parte de ignição são conexões oxidadas ou falhas no sistema de ignição. Para evitar problemas com conexões, limpe-as frequentemente e aplique um spray próprio para sistemas de ignição. Não use silicone ele oxida as conexões. Existem duas maneiras de se verificar a parte elétrica:
1. medindo a resistência das bobinas;
2. medindo a voltagem que alimenta a bobina principal que fica entre o stator/rotor e a vela. Um motor necessita atingir no mínimo 45 Volts (CA), pedalando, para ele pegar. Se você não tem um voltímetro mas quer verificar se a ignição está ficando fraca, reduza a abertura dos contatos da vela até 0.05mm. Se o motor pegar mais facilmente, isto é um sinal que o gerador está ficando fraco. Casa você tenha de empurrar a moto para que ela funcione, com certeza existe algum problema com a ignição e provavelmente o motor também apresenta outros problemas como: falha em giros altos ou queima da vela.  

O meu pedal de partida da retrocesso !

Quando o motor da retrocesso é sinal que o momento de ignição está avançado. Quando a energia da mistura do combustível é maior que a força da massa em movimento do piloto, o pistão volta na direção contrário causando uma força reversa no pedal de partida. Quanto maior o tamanho do motor e o grau de avanço da ignição, maior a força de reversão. Motos com 500 ou mais cilindradas podem ser muita violentas e podem causar lesões nos pés e joelhos. É recomendável sempre usar botas com solado grosso e virar o guidão de lado, evitando que o joelho bata de volta no guidão. Duas coisas causam o avanço da ignição.
· Ignição mal regulada ou solta
· Chaveta da ignição deslocada
A verificação do ponto de ignição pode ser feita após a retirada do rotor. Geralmente há um marca na base da ignição que tem de ser alinhada com uma outra marca no carter. A chaveta de ignição pode se deslocar causando uma alteração no momento da ignição. Os cantos da chaveta não podem mostrar sinais de desgaste (bordas redondas). Problemas com a chaveta geralmente tem a origem no eixo da virabrequim e/ou cavidade do rotor, impedindo que o rotor se encaixe bem no virabrequim, transferindo toda força lateral na chaveta. Usando um lixa >200 ou pasta para lapidar válvulas geralmente garante que os dois componentes se encaixem bem, evitando problemas com a chaveta

Depois de ter entrado no rio, minha moto não quer mais pegar !

Quando você atravessa um rio há o risco de entrar água na ignição ou no motor através dos respiros do carburador, filtro do ar, ou a ponteira caso o rio for realmente fundo!
Se a sua moto cair num rio você tem que seca-lo da seguinte maneira:
1. Drene a gasolina da cuba do carburador.
2. Caso que entrou água no cilindro, retire a vela, vire a moto de cabeça para baixo, engate a 3a marcha e gire a roda traseira. Isto tira toda água do cilindro e motor. Tome cuidado para que o óleo do motor e/ou gasolina não vaze através dos respectivos respiros. Verifique também se não tem água no escapamento e retire o caso necessário. Nunca da partida com água no cilindro, isto pode causar danos sérios.
3. Se o motor ainda não quer pegar, tem água na ignição. Remova a tampa da ignição para drenar a água.

Minha moto não pega quando ela está muita quente !

Andar prolongado em trilhas fechadas com baixa velocidade pode super-aquecer o motor. Neste caso deixe o motor refrigerar até que a temperatura volte ao normal e verifique o sistema de arrefecimento (nível de água, ou colméia obstruída por jato (na lavagem) ou barro. Uma outra possível causa pode ser baixa compressão (veja acima).

Minha moto não pega depois que ela caiu !

Geralmente quando se cai com a moto o carburador transborda pelos respiros. Neste caso siga os passos apresentados a seguir. Esses passos valem também em outros situações de afogamento em geral.
1. Feche a torneira do tanque e abra totalmente o acelerador enquanto você da partida. (Não use o afogador!)
2. Se o motor não pegar depois umas 10 pedaladas pare e espere uns 15 minutos, permitindo assim que o motor refrigere. Se você preferir reduzir este tempo, tire a vela e pedale umas 6 vezes. Mas tome cuidado na retirada da vela para que nenhuma sujeira caia dentro do cilindro.
3. Se o motor ainda não pegar, use uma vela nova; principalmente se a vela estiver molhada e mostrar sinais de sujeira.
Use a cabeça pedalando! Se você percebe que o motor não pega por causa de um problema técnico, pare e economize sua energia !

Valeu Fred !

 

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Manutenção da Bateria !!

dicas retiradas do www.motoesporte.com.br

Verificar o nível do electróliticoDa bateria depende, no caso das motos com partida elétrica, o arranque do motor da moto. As baterias das motos estão dimensionadas, devido às condicionantes de espaço e peso, para facultar o arranque do motor sendo quase utilizadas no seu limite nesse instante. Assim, é necessário que a bateria se encontre sempre em ótimas condições, para que não surjam surpresas. Existem 2 pontos em que se deve ter especial atenção na manutenção das baterias: o nível da água e a limpeza dos terminais.
Em relação ao nível da água é necessário que este encontre sempre entre as marcas de máximo e mínimo inscritas na bateria em todos os elementos. Caso o nível da água se encontre abaixo do mínimo em algum dos elementos da bateria, é necessário destapar o respectivo elemento e adicionar água destilada até completar o nível. Nas baterias sem manutenção (MF-Maintenance Free) não é possível realizar esta operação.

Limpeza dos terminais da bateria.O outro ponto a ter em atenção é a limpeza dos terminais da bateria. As baterias têm tendência a formar depósitos e acumular zinabre na zona dos terminais. Estes depósitos podem dificultar a passagem da corrente elétrica, não permitindo assim o uso da bateria em pleno. Para limpar os terminais da bateria, deve-se retirar a bateria da moto, desligando os terminais (1º o negativo e depois o positivo) e limpar os terminais e as zonas mais próximas com uma solução de água e bicarbonato de Sódio. Depois de estarem bem limpos, deve-se ainda passar com um pedaço de lixa fina na zona de aperto dos terminais da bateria e dos cabos. Para montar a bateria na moto deve-se apertar os terminais pela ordem inversa à desmontagem, e não esquecer de encaixar o tubo de ventilação.

Caso surja a necessidade de carregar a bateria, esta carga deve ser efetuada com a bateria desligada da moto, com os orifícios de enchimento abertos e utilizando um carregador pouco potente (dos mais pequenos).

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Curvas !!

dicas retiradas do www.motoesporte.com.br

 

Curva para esquerda é igual curva para a direita? Não!!

Se andar de moto fosse só andar em linha reta qualquer um poderia pilotar uma moto. Mas na vida real, temos que "negociar" as curvas com as nossas motos. Apesar de ser conveniente pensar diferente, simplesmente não é correto acreditar que fazer uma curva para a direita é mesma coisa que fazer curva para esquerda, exceto pela direção. O fato é que existem riscos e realidades diferentes envolvidos.

Por exemplo, nos países onde a gente anda no lado direito da estrada, as curvas para a direita são mais fechadas do que as curvas para a esquerda, enquanto o inverso acontece nos outros países.

Isso significa que as curvas para a direita são mais difíceis de fazer do que as para a esquerda seja qual for a velocidade. Isso também significa que além de serem mais difíceis vc pode acabar na faixa de sentido contrário se
fizer merda. Numa curva para a esquerda mal feita vc pode sair completamente da estrada.

Qual das duas é mais perigosa é uma questão de sorte/azar.

Se, por exemplo, não vier carro algum na contramão quando vc fez merda numa curva para a direita, pelo menos vc ainda está no pavimento e tem a chance de recuperar a trajetória, mas qualquer carro na contramão vai impede-lo
disso com uma colisão frontal.

Sair pela da estrada numa curva para a esquerda mal feita pode nem ser pior do que levar um tombo, mas pode muito bem envolver uma queda de uma ribanceira.

Apesar de que curvas para a direita de um modo geral significam inclinar mais a moto em qualquer que seja a velocidade quando comparado com uma curva para a esquerda, normalmente tem-se mais tração disponível numa curva para a direita do que pra esquerda. Isto porque a maioria das estradas estão cheias de carros. Assim, as curvas para a direita são inclinadas a favor da curva enquanto para a esquerda a curva é inclinada para o sentido inverso.

As curvas para a esquerda normalmente tem uma faixa mais estreita a ser usada pela moto. Isto é, já que vc tem que inclinar a moto para fazer a curva, vc não pode ir muito para a esquerda, pois vc acaba se inclinando a moto com cabeça sua e tudo para a faixa contrária ! Vc estaria meio na contramão. A não ser que exista uma separação entre uma faixa e outra, as motos só podem usar o máximo de largura nas curvas para a direita.

Fazer uma curva para a direita num entroncamento é bem menos perigoso do que para a esquerda. O motivo mais óbvio, é lógico, é que vc não precisa cruzar o caminho dos veículos na estrada.

Virar para a esquerda tem outros dois perigos que não estão presentes quando se vira para a direita : (1) A possibilidade que o seu descanso lateral esteja baixado, (2) não é possível inclinar a moto para a esquerda tanto quando vc pode para a direita pois alguma parte da moto poderá tocar no solo.

Mais uma coisa : Quando vc faz uma curva para a esquerda vc não deve se preocupar apenas com o tráfego na contramão pois vc também tem que verificar se alguém não está tentando ultrapassar vc. Se vc for atingido por
esse veículo a culpa é sua pois foi vc que fez uma mudança de faixa sem segurança.

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Corrente e Correia !!

dicas retiradas do www.motoesporte.com.br

Saiba a diferença que existe entre corrente e correia:

Lubrificação

- Na corrente é preciso lubrificar periodicamente a cada 500km mais ou menos dependendo das condições de chuva
- Na correia dentada não há necessidade de lubrificação

Contra tranco
- Na corrente sempre a o contra tranco, mesmo quando bem ajustada
- Na correia não acontece nem quando acelera nem quando desacelera

Durabilidade
- Na corrente é preciso trocar não só a corrente mas o pinhão e a coroa, a cada 16000 à 32000 km, dependendo da manutenção
- Na correia a durabilidade é de 3 a 4 vezes maior e só é preciso trocar a
correia. O "pinhão" e a "coroa" não precisam ser trocados. 

Quebra
- Na corrente existe o risco de um nó travar o pinhão (danificando o motor) ou travar a roda traseira (travando a roda e causando tombo)
- Na correia, quando ela parte ... nada acontece

Sujeira
- Na corrente é preciso mate-la lubrificada. Isso significa sujeira  na
roda, no braço da suspensão,  na coroa.
- Na correia dentada não tem nada disso

Eficiência (essa é a melhor parte)
- Na corrente a eficiência da transmissão é de 85% quando nova e deteriora rapidamente com o uso.
- Na correia a eficiência é de 98% !!! Um ganho de 13% ! Isso significa que
vc pode colocar uma relação mais longa sem perda de força !

Barulho
- Na corrente o barulho aumenta muito com o aumento da velocidade
- Na correia praticamente não há barulho.

Valeu Boko !

 

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Compra !!

dicas retiradas do www.motoesporte.com.br

 

Dicas para comprar um a boa moto usada (serve para qualquer tipo de moto)

1 - Verifique o alinhamento do quatro. Peça a alguém para segurar a moto em pé, absolutamente vertical e fique a alguma distância (2 ou 3 metros) olhando para a moto abaixo da altura dos eixos. Verifique se a roda da frente está exatamente na frente da roda de traz e se ela está bem no meio. Faça a mesma verificação pelo lado de traz. Vc não deverá ser capaz de ver o pneu da frente pois o traseiro normalmente é mais largo do que o dianteiro. Se vc sentir ou desconfiar de desalinhamento  não compre a moto.

2 - Com a moto parada e motor desligado acione o freio dianteiro completamente e force a suspensão para baixo várias vezes. Em seguida verifique se tem vazamento nas bengalas. Verifique também se não tem  algum barulho estranho ou folga na suspensão dianteira.

3 - Faça a mesma coisa com a suspensão traseira. Se for monochoque vai ser difícil verificar vazamento do amortecedor mas tente assim mesmo. Em algumas motos o miserável do amortecedor ta atochadin lá dentro. Se
for DT 180 desista porque ele fica dentro de um cano embaixo do tanque de combustível. Verifique barulhos e/ou folgas.

4 - Coloque a moto sobre o cavalete central (se ela tiver) e segure a roda traseira forçando-a para os lados tentando verificar folgas.  Gire-a lentamente e tente verificar se faz ruídos estranhos. Se fizer barulho pode ser a fita do freio a tambor com problemas ou rolamentos  estragados. Em qualquer um dos casos ... é bronca. Faça a mesma coisa com a roda dianteira. Observe empenos nos aros, marcas, falta de raios, cortes nos pneus e o desgaste. Pergunte ao dono se tiver uma ou  outra marca. Lembre-se da resposta, deixe passar um tempo, faça outras perguntas e volte a pergunta já feita e veja se a resposta é a mesma. Se ele mudar de história, desconfie.

5 - Observe a altura dos punhos, um em relação ao outro. Se estiverem em alturas diferentes é sinal que levou algum tombo forte. Procure por marcas nas pontas das pedaleiras, na parte de baixo do escape, na ponta das bengalas. Uma moto que leva um tombo não significa que a moto é imprestável. Pergunte se a moto levou tombo. Se ele disser que
não, desconfie pois se o cara está querendo mentir para esconder um simples tombo pode ter algo mais sério a ser escondido.

5,5 - No cavalete central, coloque a roda de traz para baixo e gire o guidão para um lado e para outro. Veja se existe algum "buraco" no curso do guidão. Se tiver é sinal de que os rolamentos da mesa estão estragados. Isso é bem carinho para consertar.

6 - Ligue a moto. Verifique se pega fácil, se o pedal de partida volta direitinho para a posição ou se a mola está cansada. Deixe a moto funcionando em marcha lenta e observe barulhos. Se vc tiver a  impressão que está ouvindo um helicóptero, desista. Essa moto está com algum problema sério de comando de válvulas e é bronca. Se tiver partida elétrica tente ligá-la com o farol ligado. É sacanagem mas vc  fica logo sabendo se tem algum problema na bateria.

7 - Com a moto a cerca de 40km/h tire as mãos do guidão. A moto deve permanecer em linha reta. Se pender para algum lado é sinal de quadro empenado. Se ela começar a balançar pode ser algum problema na suspensão dianteira ou no rolamento da roda dianteira.


8 - Verifique a parte elétrica da moto : iluminação do painel, faróis, piscas, luz do freio. Verifique se ta tudo funcionando. Verifique a saúde da bateria. Mesmo em motos sem partida elétrica a bateria é importante pois se ela estiver sem carga acaba causando muitas queimas de lâmpadas.

9 - Observe o aspecto do conjunto coroa/corrente/pinhão. Dependendo do estado em que se encontram podem ser a diferença entre um bom ou mau negócio.

10 - Observe o aspecto geral da moto : brilho da pintura, queimaduras  nas partes plásticas, fixação das mesmas, arranhões, estado do banco, arranhões no guidão, firmeza do ponto da chave da moto.

11 - Verifique vazamentos de óleo na parte de cima do motor, no eixo do pinhão. Se tiver vazamento na parte alta do motor é bronca séria. Se tiver vazamento no lado do pinhão é problema de retentor que normalmente é fácil de resolver.

12 - Observe se o escape está furado. Se o escape estiver aberto desconfie pois pode estar assim propositalmente para esconder algum ruído do motor. Não caia na conversa de que escape aberto é mais maneiro. Se vc gosta de escape aberto abra vc mesmo mas prefira comprar motos com o escape silencioso ou esportivo.

Converse com o proprietário e preste atenção nas conversas dele. Na dúvida, pergunte ao cara. Pergunte para que ele usava a moto se era só para passear ou para ir ao trabalho, se usava muito garupa, se colocou/retirou algum acessório, qual o consumo médio, quando foi a última revisão, para que time ele torce, qual o tamanho do sapato e principalmente se ele acredita em duende. Se ele responder sim a última pergunta NÃO COMPRE a moto desse cara.
Best regards,


Valeu Boko !

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Qual o defeito !!

dicas retiradas do www.motoesporte.com.br

 

Qual o defeito que a minha moto tem ?

Para se consertar um defeito da moto o fundamental é saber exatamente qual é o defeito. Ninguém precisa ser um mecânico para ter pelo menos uma idéia do que é que ta acontecendo na moto. A idéia é diminuir as alternativas de defeito antes de levá-la ao mecânico para evitar que ele te enrole.

Tenho dois exemplos simples de defeitos que podem ser detectados com um pouquinho de atenção.

O primeiro defeito é na verdade um problema de regulagem no carburador. Se sua moto está fazendo muitos kilômetros por litro e todo mundo fica com inveja da sua moto econômica isso pode ser um sinal de mistura muito pobre. Apesar da evidente vantagem de economia a mistura muito pobre pode trazer alguns problemas : superaquecimento, perda de potência é o mais óbvio e no caso dos motores 2t a possibilidade de travar o motor é maior.

Além do sintoma de baixo consumo e baixa potência outros sintomas da mistura pobre são o superaquecimento e a "canecagem". A mistura ar/combustível tem um papel de refrigerante pois o vapor de gasolina entra frio na câmara de combustão. Nesse momento a mistura absorve o calor das paredes do cilindro, do cabeçote e da cabeça do pistão. Quanto mais gasolina entrar mais frio vai ficar o motor. Se a mistura está pobre pouco calor vai ser absorvido por ela. O superaquecimento acaba causando uma pré-detonação da mistura que é comumente chamada de "batida de pino" ou "canecar". Nos motores dois tempos quando isso acontece o som é igualzinho a batida no fundo de uma caneca de alumínio, daí o nome "canecar". QUando isso acontece existe uma perda de força bem sensível. Para confirmar que o problema é mesmo de mistura pobre existe um truque que ajuda a verificar. Quando vc perceber que a sua moto está canecando acione o afogador. A canegagem
vai acabar mas após algum tempo a moto vai estar afogada. O truque só serve para confirmar que tem o problema mas não para resolvê-lo.

Para resolver o problema da mistura pobre a melhor solução é levar a moto para um mecânico mas se vc quer tentar não é tão difícil. Nos carburadores com agulha é só levantar a agulha uma posição e experimentar. Vai ser preciso regular a marcha lenta. Nos carburadores mais complexos a depressão é melhor levar mesmo ao mecânico.

O lance dessa dica é que o mecânico ao ouvir o seu relato dos sintomas pode levar vc a fazer uma retífica na moto sem necessidade. Fique esperto.

O outro defeito que pode ser facilmente diagnosticado é o desgaste excessivo dos rolamentos da roda dianteira. O sintoma que aparece nesse caso é a roda balançando para os lados em média e alta velocidade quando vc solta as mãos. Esse é um teste muito válido quando vc vai comprar uma moto usada. Acelere até uns 60km/h e solte as mãos do guidão. Se a roda começar a balançar temos um suspeito. Para verificar dê uma apertada boa nas porcas do eixo da roda e refaça o teste. Se o balançado diminuir então está confirmado : os rolamentos foram para o saco. A solução aqui é trocá-los e vc pode fazer isso comprando os rolamentos de qualidade usando a referência dos
rolamentos originais. Isso normalmente acaba saindo muuuuuito mais barato do que comprar na concessionária e o rolamento é exatamente o mesmo. Prefira rolamentos SKF.

O lance dessa dica é que o mecânico ao ouvir o seu relato do sintoma pode levar vc a fazer uma reforma das bandejas da suspensão dianteira sem necessidade. Fique esperto.


Valeu Boko !

 

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Saiu de linha !!

dicas retiradas do www.motoesporte.com.br

 

 

Moto que sai de linha nem sempre vira Mico: 

O fato de uma moto sair de linha nem sempre significa que ela virou um mico.
Ela vira um mico quando aparece uma moto da mesma categoria e preço semelhante mas com características técnicas e de estilo muito superiores. Se a substituta for da mesma marca então é mico certo. Isso é o que acontece com a XR 200 R e a Tornado 250. A nova moto é muito superior, da mesma marca e apesar de ser um pouco mais cara ela ataca a XR 200 R quer já era muito fraquinha justamente nos seus pontos mais fracos : desempenho, estilo, equipamento. Tomemos outro exemplo a CBR 450 SR. Ela teoricamente virou mico com o lançamento da CB 500 mas na hora H nem é tão mico assim. Primeiro que o estilo da CBR 450 SR é muito diferente do estilo da CB 500. APesar do motor da CB 500 ser muito mais moderno do que o da CBR 450 SR, o motorzão velho da CBR se garante e dizem os mecânicos que é muito robusto a ponto de acreditarem que o mundo vai se acabar mas ainda será possível encontrar motor de CBR rodando por aí. Outra coisa que faz pensar que é mico é o boato. Boatos sobre uma moto assim-assado e na hora H nada disso acontece.


Valeu Boko !

 

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mande a sua dica para thiago.castro@zaz.com.br ...